Ricardo Gomes, da Câmara de Comércio de Turismo LGBT+ do Brasil; Clovis Casemiro, da IGLTA; e Alex Bernardes, da LGBT+ Turismo Expo (Divulgação)
O Brasil dá um passo decisivo rumo ao fortalecimento de um dos segmentos mais dinâmicos do turismo global com o lançamento do Manifesto de Turismo LGBT+ do Brasil, documento que consolida diretrizes, dados e propostas para posicionar o País como destino competitivo, seguro e inclusivo no cenário internacional.
A iniciativa é liderada pela IGLTA, pela Câmara de Comércio de Turismo LGBT+ do Brasil e pela LGBT+ Turismo Expo. O documento também foi construído de forma colaborativa, com a contribuição de profissionais do turismo de diferentes áreas — muitos deles integrantes da comunidade LGBT+. O conteúdo ficou aberto para sugestões até o dia 23 de março, período em que foram recebidas diversas propostas, ideias e iniciativas. Após esse processo, as contribuições foram compiladas e incorporadas à versão final do manifesto, garantindo representatividade e alinhamento com as demandas reais do mercado.
O manifesto apresenta uma análise estruturada do turismo LGBT+ no Brasil, resgatando sua evolução histórica — desde os primeiros movimentos de organização do setor nos anos 1990 até sua consolidação recente como um dos principais ecossistemas de negócios do turismo nacional.
Além do resgate histórico, o texto reforça a relevância econômica do segmento, que, segundo dados da UN Tourism, representa entre 5% e 10% do mercado turístico global, movimentando mais de US$ 211 bilhões por ano. O manifesto destaca ainda características estratégicas desse público, como alta frequência de viagens, resiliência em períodos de crise e capacidade de reduzir a sazonalidade nos destinos.
“Este manifesto posiciona o turismo LGBT+ como uma agenda estratégica para o Brasil. Estamos falando de um mercado altamente qualificado, que exige profissionalização, dados e políticas específicas para que o país possa competir globalmente”, afirma Alex Bernardes, diretor da LGBT+ Turismo Expo.
Para Ricardo Gomes, presidente da Câmara de Comércio de Turismo LGBT+ do Brasil, o documento reforça o papel do setor privado na construção de um mercado mais estruturado. “O turismo LGBT+ no Brasil já é uma realidade consolidada, mas ainda há um grande espaço para evolução. Este manifesto é um chamado para que empresas e destinos deixem de atuar de forma pontual e passem a investir de maneira estratégica, com visão de longo prazo”, destaca.
O documento também chama atenção para a necessidade de combater práticas superficiais no mercado, como o chamado rainbow washing, e reforça a importância de ações estruturadas, incluindo capacitação do trade, criação de políticas públicas direcionadas e desenvolvimento de experiências alinhadas às demandas desse público.
Para Clovis Casemiro, coordenador da IGLTA no Brasil, o manifesto representa um alinhamento do país às tendências internacionais. “O turismo LGBT+ já é uma realidade consolidada no mundo. O Brasil tem atributos únicos para se destacar, mas precisa transformar potencial em estratégia, com planejamento, capacitação e diálogo entre setor público e privado”, destaca.
Entre as principais recomendações do manifesto estão a institucionalização da diversidade como pilar de competitividade, o investimento em formação profissional, a produção de dados estruturados sobre o comportamento do turista LGBT+ e o desenvolvimento de novos produtos turísticos, como destinos de natureza, eventos esportivos e celebrações.
Com uma abordagem que integra inclusão e desenvolvimento econômico, o manifesto reforça que o turismo LGBT+ vai além de uma pauta social, posicionando-se como vetor de crescimento, inovação e geração de negócios para o Brasil.
Evolução histórica e potencial bilionário do Turismo LGBT+
O manifesto apresenta uma análise estruturada do turismo LGBT+ no Brasil, resgatando sua trajetória desde os primeiros movimentos organizados, nos anos 1990, até sua consolidação recente como um dos principais ecossistemas de negócios do turismo nacional. O documento também reforça o peso econômico do segmento, que, segundo a UN Tourism, representa entre 5% e 10% do mercado global, movimentando mais de US$ 211 bilhões por ano.Além dos números, o texto destaca características estratégicas desse público, como maior frequência de viagens, resiliência em períodos de crise e contribuição para a redução da sazonalidade nos destinos — fatores que ampliam o potencial de geração de receita ao longo de todo o ano.
Para Alex Bernardes, diretor da LGBT+ Turismo Expo, o documento reforça a necessidade de tratar o segmento como prioridade estratégica. Segundo ele, trata-se de um mercado qualificado, que exige profissionalização, produção de dados e políticas específicas para que o Brasil consiga competir em nível global.
Já Ricardo Gomes, presidente da Câmara de Comércio de Turismo LGBT+ do Brasil, destaca o papel do setor privado na estruturação do mercado. Para ele, embora o turismo LGBT+ já seja uma realidade no país, ainda há espaço significativo para evolução, especialmente com investimentos de longo prazo e estratégias mais consistentes por parte de empresas e destinos.
Estratégia, capacitação e combate ao “rainbow washing”
O manifesto também chama atenção para práticas superficiais, como o chamado “rainbow washing”, e reforça a importância de ações estruturadas. Entre elas estão a capacitação do trade turístico, o desenvolvimento de políticas públicas específicas e a criação de experiências alinhadas às expectativas desse público.Na avaliação de Clovis Casemiro, coordenador da IGLTA no Brasil, o documento aproxima o Brasil das tendências internacionais. Ele ressalta que o país possui atributos únicos para se destacar, mas precisa transformar esse potencial em estratégia concreta, com planejamento e integração entre iniciativa privada e poder público.
Entre as principais recomendações do manifesto estão a institucionalização da diversidade como pilar de competitividade, o investimento em formação profissional, a produção de dados estruturados sobre o comportamento do turista LGBT+ e o desenvolvimento de novos produtos turísticos, incluindo destinos de natureza, eventos esportivos e celebrações.

